Saúde

Desospitalização ganha força

Novas modalidades de cuidados que deem conta das necessidades decorrentes do aumento da população de idosos estão sendo implementadas e devem ganhar força nos próximos anos. Uma delas começa a ser explorada e apresenta grande potencial de crescimento.

Trata-se da desospitalização, também chamada de home care, serviço que busca garantir a alta de um paciente do ambiente hospitalar de forma segura ao oferecer todos os cuidados necessários em domicílio, conforme define o Relatório Gerenciamento para o Processo de Desospitalização do Encontro Nacional Unimed de Recursos e Serviços Próprios 2016.

As projeções para que o serviço seja cada vez mais demandado são otimistas. Em 2060, 30% da população brasileira será constituída por idosos, com expectativa de vida de 81,2 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Justamente por isso, será cada vez mais necessária a adaptação de tecnologias e demandas específicas, aponta o projeto Saúde Brasil 2030, conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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A desospitalização objetiva reduzir o período de internação no hospital e aumentar a satisfação do paciente prosseguindo com o tratamento em casa. Dessa forma, é possível prestar o serviço com maior conforto e atenção mais exclusiva e humanizada.

O home care compreende a prestação de serviços em um ambiente extra-hospitalar de forma a melhorar a estabilidade da saúde física, mental, social e emocional dos clientes. Trata-se de uma tendência crescente no setor da saúde com benefícios tanto para os usuários, reduzindo os riscos de infecção hospitalar, como para as pessoas mais próximas, com a permanência do paciente no ambiente familiar – explicam Bruna Mendes, enfermeira, e Wanderley Correia, fisioterapeuta, mestrandos em Gerontologia pela PUC-SP.