Turismo

Bem Estar E Inclusão: Negócios Lucrativos

Na perspectiva de inovação e atendendo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência nº 13.146/2015, abordamos uma questão fundamental para a inclusão social, a “Acessibilidade no Turismo”, democratizando o acesso à atividade, transformando a oferta turística de meramente comercial em uma oferta experiencial. A grande questão é, acessibilidade é um requisito para qualquer empresa turística ou destino que esteja preocupado em oferecer serviços turísticos qualificados.

Turismo acessível não é um segmento, quando falamos de acessibilidade o significado é o mesmo de turismo social, ou seja, estamos dizendo que acessibilidade tem que haver em todos os segmentos turísticos: Turismo Cultural, Turismo de Natureza, Turismo de Negócios e Eventos entre outros. Pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida estudam, trabalham e viajam.

Então o que devemos perceber é que tem aí uma grande oportunidade de negócios, uma vez que 24% da população brasileira (IBGE, 2010) têm algum tipo de deficiência, o que de fato entende-se este percentual como uma demanda reprimida para o mercado turístico. Além disso, pessoas com deficiência – PCD – não viajam sozinhas o que significa uma maior ocupação nos hotéis, mais refeições vendidas, mais pessoas visitando equipamentos de lazer, enfim, utilizando mais serviços turísticos. E ainda temos um estudo: “Mapping the Future of Global Travel and Tourism” (Mapeando o Futuro das Viagens e do Turismo Global, em tradução livre), que viajantes com mais de 65 anos aumentarão em 9% na próxima década.

Sendo assim é importante ressaltar que a empresa que investe em acessibilidade está abrindo oportunidade para vender mais e obter mais resultado ao incluir o conceito de saúde e bem estar no seu negócio turístico.

Observa-se ainda que o maior investimento é comportamental e não estrutural porque através das consultorias desenvolvidas foi constatado que o mais importante para eles é o acolhimento.