Dados relevantes sobre o food service em franquias no primeiro dia da ABF Week
Ontem, 24 de junho, foi o
primeiro dia da ABF Franchising Week, marcado pela presença de grandes nomes das
franquias em food service, um dos setores mais fortes quando o assunto é
franquia, representando 26% do total de faturamento do setor em 2018, segundo
ABF. O segundo maior setor é o de saúde, beleza e bem-estar, que possui uma
representatividade de 18%.
Uma das informações relevantes demonstradas no evento foi o desempenho do setor de food service em franquias comparado com empresas que não operam nesse formato, onde fica visível a boa performance de crescimento da receita nominal, de acordo com os dados da Cielo.

Não foi somente possível
verificar essa diferença entre as franquias de alimentos e não franquias do
setor, mas também as variações de crescimento de receita das empresas de
franquias que operam dentro de shoppings e empresas que estão presentes na rua.
Nesse cenário, as diferenças são representativas onde as lojas de rua cresceram
9,3%, e as lojas de shoppings, 15,2%, o que desmistifica um pouco de que os
shoppings podem estar morrendo.
Democratização de franquias de food service
De modo geral, foi possível
verificar que as empresas que atuam em franquias possuem esse desempenho, pois
tiveram um significativo crescimento das vendas, muito influenciado pela
abertura de novas lojas. Ou seja, uma democratização do sistema de franquias.

Além disso, foi possível perceber
um dado interessante quando o assunto são unidades de franquias fechadas em
alimentos, onde o segmento de saudabilidade possui um percentual bem maior que
outros setores, como demonstrado no gráfico abaixo. Apesar de ser uma tendência
mundial, como também apresentado na ABF Week, ainda possuem melhorias a serem
feitas nesse modelo, repensando as entregas para os consumidores e entender
seus desejos.
Unidades de franquias fechadas

Alinhado a isso, também foi
possível entender quais os principais motivos para fechamento das unidades: em
primeiro lugar está a gestão do negócio pelo franqueado (50,7%); custo de
operação em segundo lugar (34,7%); e queda no fluxo de clientes em terceiro (33,3%);
seguido de outros motivos, como demonstrado abaixo.
Principais motivos de fechamento

Alguns indicadores desse mercado demonstraram um pouco mais sobre o desempenho das empresas em relação aos percentuais gastos com CMV, pessoal, água, energia, gás e até o percentual de contribuição da localização das lojas em shoppings, ruas e galerias para o faturamento da empresa. Na tabela abaixo fica um pouco mais fácil de entender.

Somado a isso, foi possível
observar alguns desafios para 2019/2020 por parte das redes de franquias do
setor de food service. Em primeiro lugar está o aumento do faturamento da rede,
em que 56% acham isso muito importante, seguido de clima (temperatura, chuva,
sol), que pode influenciar a saída das pessoas de casa, com 43% considerando
muito importante; relação franqueador-franqueado; tributação (imposto e taxas);
e logística/abastecimento, ambos com 21% muito importante.
E, por fim, dentre as principais
tendências para o setor, alinhado as outras tendências de alimentos saudáveis,
customização por parte dos clientes, tendência de vegetarianos e veganos, local
de produção (local sourcing), alimentos orgânicos, está o delivery. Apesar de
ainda muito incipiente, representando 3,2% do faturamento total do setor de
food service, de acordo com a Cielo, muitas empresas estão se adaptando para entregas
de acordo com as exigências das mudanças de comportamento dos clientes e para
ganharem mais market share. Uma das empresas que fazem isso é a Kitchen United,
que, além de integrar sistemas para facilitar os processos internos, consegue
atender às expectativas dos seus consumidores.